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como tocar samba no violão“Tocar samba no violão, com ginga e ‘molho’, é uma das artes mais complexas que existem”.

Eu já ouvi muita gente falando isso, e gente boa de música e de violão… mas será mesmo?

Um antigo professor de música que eu tinha há muitos anos, acho que foi o primeiro a me falar dessa complexidade e dificuldade.

Ele falou essa frase, inclusive, em uma roda de samba que assistíamos, há muitos anos passados, enquanto observávamos o violonista – chamado erroneamente, por alguns, de “violinista” ou “violeiro” – que não tocava a música, mas “sentia o que ela estava falando”.

Ali, naquele momento, a conversa era entre ele e o violão. E os dois se entendiam muito bem, de uma maneira que não vemos muitas vezes por aí.

Agora, quem quer tocar samba no violão não pode apenas “tocar”, mas precisa sentir o ritmo! E, nesse caso, é preciso uma sensibilidade muito grande, que muitas pessoas não têm e que, inclusive, passam a vida inteira sem ter…

Se o papo é samba, não adianta nada você tocar “certinho” se não estiver sentindo o que a música é…

Noel Rosa, talvez o maior compositor de samba que tivemos até hoje,  até diz assim numa de suas músicas: “… Sambar é chorar de alegria.  É sorrir de nostalgia, dentro da melodia… E quem suportar uma paixão, sentirá que o samba então, nasce do coração”.

Pra tocar samba no violão, precisa de ‘ginga e molho’ do violonista

Mas aí vem aquela dúvida: É muito difícil mesmo tocar samba no violão?

Isso eu posso dizer que não é tanto quanto se parece, afinal, são notas encadeadas em uma sequência com um ritmo normalmente binário, 2 por 4, que não tem muito segredo.

Do ponto de vista musical, o samba no violão tem algumas diferenças com a maioria dos outros ritmos que se toca.

A primeira delas tem a ver com o fato de que a mão que faz o ritmo (a mão direita, no caso dos destros) é mais importante que a mão que faz os acordes.

Seja aquele samba batido, que se abafa com a palma da mão e dá o tempo com os dedos, como é o caso dos clássicos dos Demônios da Garoa, por exemplo, ou o samba dedilhado que ouvimos com o Chico Buarque, sem pegar o ritmo com a mão direita, praticamente nada vai sair direito.

Essa “pegada” do ritmo vem com o tempo, ou seja, é só com muita prática e uma boa dose de audição dos grandes violonistas do samba tocando, para entender o molejo necessário na mão direita.

É bem conhecida uma frase entre violonistas, que “a gente conhece um (bom) violonista pela mão direita”. Mas não precisa se desesperar, pois até isso é possível se aprender com as instruções certas.

Como dica, o ideal é dedicar um tempo ao treino com a mão direita apenas, abafando as cordas com a mão esquerda e treinando o ritmo com a mão direita.

Varie bastante e tente pegar o ritmo de diferentes sambas. Lá na frente, quando você estiver tocando de verdade, vai ser bem perceptível a diferença.

Depois de ter a mão direita bem solta e estar com uma boa noção do ritmo, das acentuações e células rítmicas, é hora de ir para a mão esquerda, e se prepare porque vai ter alguns desafios pela frente.

A mão esquerda: o mundo dos acordes dissonantes

O modo como cada violonista sabe tocar samba no violão é uma coisa pessoal. É como uma identidade: é única. Como tal, é natural que os acordes tocados sempre tenham notas e formações que não são muito utilizadas em outros ritmos.

Dito isso, pra você tocar samba no violão, é muito comum ter que executar notas ou acordes dissonantes e alterados, o que significa uma variação constante de escalas e o abuso dos extremos que envolvem cada uma delas.

Isso significa que você pode usar acordes com sexta, nona, sétima maior, uma nota menor com a quinta e fechar com uma nota diminuta.

Não vou entrar aqui na explicação do que é cada uma dessas variações, mas basta você saber que todas as escalas de acordes possíveis serão exploradas no samba no violão.

Por outro lado, os solos e as linhas de baixos são normalmente mais simples, utilizando apenas escalas maiores ou menores.

Não deixe o samba morrer!

Independentemente do nível que você esteja no violão, sempre haverá algo a mais para aprender, o que significa que sempre vale a pena buscar um complemento à sua técnica.

Se você já tem nível intermediário ou avançado no violão, e quer aprender a tocar samba no violão com ‘ginga e molho’,  recomendo o método Violão Samba Choro & Cia 1 e 2, que é completo para o aprendizado deste gênero musical. Seja na busca de sequências, escalas, levadas, ritmos mais quebrados, dedilhados no contratempo, e assim por diante.

Já se você está no começo, basta saber que existe um longo caminho a percorrer que é difícil, mas igualmente recompensador. E também existem bons métodos de violão para iniciantes, como o método Kit Ritmos no Violão, que ensina 64 batidas diferentes de forma fácil e prática.

No final das contas, tocar samba no violão é apenas uma forma de expressar o que se sente, não o que se toca. Como tal, quanto maior sua sensibilidade, melhor você vai captar os sons desse ritmo fantástico.

Acho que Noel Rosa foi muito feliz na sua letra citada… não acha?

Por fim, como toda ajuda é sempre bem-vinda, recomendamos aprimorar seus conhecimentos através de novos estudos, como os métodos disponibilizados pelo Violão Samba & Choro.

As opções são muitas e, em muitas delas, é possível você conseguir se dar bem e evoluir muito com os cursos oferecidos que contam, além dos métodos, com CDs e DVDs, combinações, ritmos e músicas para pegar e começar a praticar.

Uma verdadeira “mão na roda” para quem pretende desenvolver melhor as técnicas e captar o espírito daquilo que realmente significa o samba no violão!

Você acha difícil tocar samba no violão? Deixe sua opinião ou comentário aqui!

 

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