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O que é um Violão de 7 cordas?

Antes de falar sobre o primeiro método para violão de 7 cordas, você sabe o que é um violão de 7 cordas? Segundo a Wikipédia, violão de 7 cordas é “um instrumento musical, consistindo de uma alteração do violão tradicional (com 6 cordas) ao adicionar uma corda, mais grave que as demais”.

O Violão de 7 Cordas, ou apenas ‘7 Cordas’, como é carinhosamente chamado entre os músicos de choro e samba, é um instrumento musical parecido com o violão tradicional. Mas tem funções bem diferentes na música e no jeito de tocar, em relação ao seu “irmão” mais velho, o violão de 6 cordas.

primeiro método para violão de 7 cordasViolão de 7 Cordas

 

O Violão de 7 Cordas NÃO é um violão normal, com uma corda a mais! 

 

O violão de 7 cordas foi originado a partir do violão de 6 cordas. Ganhou uma corda a mais nos graves, aumentando assim a sua extensão. Mas a diferença não está no simples fato de possuir a 7ª corda…. Sua função na música e sua execução é que fazem a diferença principal…

Vale ainda ressaltar que, uma linha de baixos feita com o violão de 7 cordas, dá à musica uma característica ou possibilidade de sentido contínuo, pela presença dos baixos de obrigação e contracantos tocados juntamente com a melodia.

O violão é afinado em intervalos de quarta, e pela lógica a 7ª corda deveria ser afinada em Si…  Mas a maioria dos violonistas utilizam o 7 cordas com a sétima corda afinada em Dó. Por aí vemos que afinação não é questão de lógica, e sim de sonoridade! 

Além do que, também existem muitos choros e sambas nas tonalidades de Dó, Ré, Fá, Sol e Lá e poucos em Mi ou Si.  Isso também é outro motivo para a 7ª corda ser afinada em Dó. Confira neste outro artigo as Diferenças entre o Violão de 7 Cordas e o Tradicional

Deste modo, um “bordão” ou linha de baixos que possua a nota Dó em corda solta, irá facilitar bastante o desenvolvimento de frases na região grave do instrumento, e também na montagem dos acordes.

primeiro método para violão de 7 cordas

Quando o violão de 7 cordas começou na música brasileira, a sétima corda adicionada era uma de violoncelo, e necessitava do uso de uma dedeira no polegar. Assim, o violonista dava um destaque aos bordões.

Inicialmente, essa 7ª corda adicionada, era afinada em Si. Com o passar dos tempos, começou-se a fabricar as “7ª cordas” como todas as demais, e a afinação mais usada passou a ser em Dó, pelos motivos citados acima. Foi o Dino 7 cordas que mais popularizou essa afinação.

E o uso da dedeira – para destacar os baixos – continua até hoje! Inclusive muitos violonistas consagrados afirmam que o 7 cordas “tradicional”, muitas vezes com todas as cordas de aço, deve ser tocado sempre com dedeira (de aço também).

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Os Mais Famosos Violonistas de 7 Cordas

 

Artur de Souza Nascimento, conhecido como Tute, nasceu no Rio de Janeiro, em 1886, e faleceu em 1957. É considerado o introdutor do violão de 7 cordas no Brasil. Tocou no grupo do Pixinguinha e vários outros. Seu estilo era mais de “marcação” dos baixos, fazendo o papel da tuba ou contrabaixo.

Horondino José da Silva, ou  Dino 7 Cordas, nasceu em 1918 no Rio de Janeiro, e faleceu em 2006. É reconhecido como a maior influência do violão de 7 cordas, o qual desenvolveu a linguagem e técnica que a imensa maioria dos violonistas atuais seguem. Foi também um dos maiores músicos de choro do Brasil.

Em 1954, Dino encomendou seu primeiro violão de sete cordas, e passou a ser conhecido como Dino Sete Cordas. E hoje é considerado um “divisor de águas” na música popular brasileira, especialmente no estilo tradicional de tocar o 7 cordas.

Raphael Rabello nasceu em 1962 no Rio de Janeiro, e faleceu precocemente em 1995. É considerado um dos maiores violonistas brasileiros de todos os tempos, especialmente no violão de 7 cordas, que solava e harmonizava com um estilo próprio, hoje imitado e seguido por muitos violonistas.

Yamandu Costa nasceu em Passo Fundo, Rio Grande do Sul em 1980. É considerado um dos maiores violonistas do Brasil. Toca diversos estilos como choro, bossa nova, milonga, tango, jazz, samba e chamamé. É difícil enquadrá-lo em uma corrente musical, pois mistura todos esses estilos e cria interpretações próprias no seu violão de sete cordas.

 

O Violão de 7 Cordas e sua Importância na Música Brasileira

 

Dentre os instrumentos “abrasileirados”, o violão de 7 cordas é muito mais do que um simples instrumento musical. Ele representa uma linguagem e um estilo musical.

Sua marcação na região grave, ora pontuando as notas da harmonia, os chamados “baixos de obrigação, ora fazendo frases em contraponto com a melodia, contribuiu de forma determinante na música popular brasileira.

Pode-se certamente afirmar que a história do violão de 7 cordas se confunde com a história dos instrumentistas, principalmente nos gêneros samba, choro, seresta, samba-canção, valsas, etc. E como tudo evolui, nas últimas décadas, encontramos o “7 cordas” em formações camerísticas, e até em grupos de jazz!

Nos dias atuais o 7 cordas está presente em inúmeras formações e grupos, seja no tradicional choro e samba, nos grupos de pagode, forró, samba-enredo, frevos, etc. De norte a sul do Brasil podemos encontrar facilmente um violonista “7 cordas” tocando. E mesmo além das nossas fronteiras, há muitos músicos tocando e divulgando o 7 cordas por esse mundo afora.

Conheça mais sobre a história do violão 7 cordas neste outro artigo.

O Ensino da Música Popular Instrumental no Brasil

 

Todos conhecem o difundido “complexo de vira-latas” do brasileiro, diagnosticado pelo conhecido cronista Nelson Rodrigues.

Embora ele estivesse se referindo ao futebol e à política – assuntos de sua predileção – não podemos deixar de percebê-lo quando o assunto é MPB – música popular brasileira, especialmente a música instrumental.

Na maioria das mais respeitáveis universidades espalhadas pelo mundo, existem cátedras para a nossa música popular brasileira. A idolatria estrangeira aos nossos expoentes é nítida: temos e tivemos músicos e compositores que fazem enorme sucesso lá fora e são ilustres desconhecidos entre nossos conterrâneos. Baden Poweel, Raphael Rabelo, Garoto (Aníbal Augusto Sardinha), Luiz Bonfá, Laurindo Almeida, entre tantos, que o digam!

Qual é o motivo dessa situação?

O motivo é bem claro: nosso ensino musical passa por sérias deficiências. Percebe-se que o PNE (Plano Nacional de Educação) não leva em conta que “ser músico é uma profissão” – merecendo, portanto, posição na grade curricular dos ensinos Fundamental e Médio.

E, muitas vezes, os apaixonados acabam tendo de optar por trabalhar em outras áreas, enquanto fazem da música um “hobbie”…

Esse problema que aumenta escandalosamente quando falamos de música popular instrumental: podemos encontrar violonistas que desconhecem belíssimos trabalhos como os de Andrés Segovia, ou o duo Prestes e Lagoya, por exemplo.

primeiro método para violão de 7 cordas

Aqui, na nossa terra tupiniquim, temos a cultura da “letra em música” – e, normalmente, a qualidade da letra não é nem mesmo questionada.

Felizmente existem poucas, mas boas iniciativas com a função de alterar esse quadro, hoje em estado crítico. Algumas universidades já contam com especializações em música popular brasileira e outras – poucas – contam com cursos profissionalizantes ou bacharelados.

É o caso da Universidade de Música Popular Bituca, situada em Barbacena, MG. Ela oferece o curso de forma gratuita e profissionalizante, por dois anos. O grande problema está na frequência: como o curso é presencial, o obstáculo passa a ser fazer-se presente às aulas. E acabamos voltando ao problema original…

E em São Paulo, capital, tem a Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim, conhecida também como ULM, que oferece 40 cursos gratuitos diferentes para seus alunos. São cursos regulares de profissionalização musical e aprimoramento, aulas práticas, de forma individual ou coletiva, e aulas teóricas.

Mas temos boas notícias também…

Felizmente, iniciativas tomadas por professores de música na internet têm trazido bons resultados, como forma de acesso, conhecimento e ingresso à música popular brasileira.

Os interessados conseguem ter acesso – online ou presencial – a milhares de vídeo-aulas, partituras, cursos online, recomendações, etc. Com isso, o mercado e a qualidade de nossos músicos vêm crescendo. Pois o dom já era nosso: faltava somente o incentivo e material para estudo.

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O Autor do 1º Método para Violão de 7 Cordas

Marco Bertaglia, é o autor do primeiro método para violão de 7 cordas.

Marco iniciou seus estudos musicais, aos 12 anos de idade, em São Paulo, com o professor particular David Gyorgi. Durante 3 anos estudou teoria musical, solfejo e técnicas violonísticas pelos métodos convencionais.

Depois, nos anos seguintes, fez como muitos músicos ainda fazem atualmente, para evoluir musicalmente: começou por conta própria a ouvir gravações, adquirir partituras, ver shows e apresentações ao vivo, e participar de encontros musicais informais e pequenas apresentações com colegas músicos.

Em 1987 fez da música sua profissão, e montou a escola de música “Pró Música”, onde lecionou até 1989. E já nessa época sentia falta de bons métodos musicais de violão, voltados à MPB, ao choro e ao samba.

Também a partir de 1987, já tocando o violão de 7 cordas, passou a atuar como músico violonista no tradicional conjunto de choro “Regional do Evandro”, fazendo muitas apresentações em teatros, televisão, casas de cultura, casas noturnas, bibliotecas, empresas, clubes e outros.

primeiro método para violão de 7 cordas

Professor, Editor e Músico Marco Bertaglia

Em 1990 elabora seu primeiro curso prático de violão, e passa a lecionar em várias entidades culturais, grêmios de empresas, clubes sociais, autarquias e outros locais. Leciona violão de 7 cordas na ULM, na sua sede do Brooklin Paulista, em 1999.

Sempre observando e identificando as principais dificuldades dos alunos e pessoas que desejavam aprender música, especialmente o violão 7 cordas, a partir de 1997, Marco começa a compilar o que viria a ser mais tarde o primeiro método para violão de 7 cordas.

O Primeiro Método para Violão de 7 Cordas publicado no Brasil

 

Em 1999, com patrocínio parcial da Secretaria de Estado da Cultura (SP), Marco Bertaglia fazO Violão de 7 Cordas”, livro com 2 CDs inclusos, que foi o primeiro método para violão de 7 cordas publicado no Brasil.

Capa livro primeiro método para violão de 7 cordas

1º método para violão de 7 cordas, de 1999

O prefácio da 1ª edição deste método, de 1999, começa assim:O violão de 7 cordas teve sua origem na primeira metade do século XX. Desde então, tem se tornado cada vez mais conhecido no universo musical, especialmente na música popular brasileira…

No entanto, por incrível que pareça, há uma carência muito grande de material didático em relação ao ensino específico do ‘7 cordas’.  Foi exatamente este o motivo que nos levou à elaboração da presente obra, à qual tenta suprir essa enorme lacuna na área de pedagogia musical. ”

Logo após lançar seu primeiro método para violão de 7 cordas, Marco vai ao Rio de Janeiro e presenteia o “mestre” de todos os violonistas de 7 cordas, Dino 7 cordas, com um exemplar da primeira edição. E, para orgulho do autor, Dino passou a usar seu método nas suas aulas particulares!

O mesmo aconteceu com Marco César Brito, grande músico e professor de Recife, que “adotou” o primeiro método para violão de 7 cordas para seus inúmeros alunos.

E nesses quase 18 anos desde a 1ª edição, muitos outros músicos e professores de música de todo o Brasil, e de muitos países também, passaram a usar ou a recomendar o método “O violão de 7 Cordas”, de Marco Bertaglia.

A partir da 3ª edição, o método foi enriquecido com um DVD, no qual estão gravados todos os exercícios e músicas escritas, afim de que os estudantes possam “ver” todos os detalhes da linguagem do 7 Cordas. É o “Kit 7 Cordas”, composto por Livro + 2 CDs + DVD.

Aprenda violão de 7 cordas kit-7-cordas primeiro método para violão de 7 cordas
Kit 7 cordas: Livro + 2 CDs + DVD

Atualmente na 5ª edição revisada e melhorada, o kit 7 Cordas ensina os fundamentos básicos, a Técnica e a Linguagem deste Maravilhoso Instrumento musical. Para quem quer aprender a tocar violão de 7 cordas, fazer as “baixarias” do Choro, Samba e outros gêneros da MPB, o “Kit 7 Cordas” –  é uma opção completa! 

Recentemente Marco Bertaglia fez também uma Versão Online do Kit 7 Cordas! É um ebook com vídeos e áudios que o estudante pode acessar totalmente online, bastando ter um computador, tablet ou smartphone e conexão com a internet.

Ebook o violao 7 cordas - primeiro método para violão de 7 cordas

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Nos últimos anos, sempre procurando tornar o ensino da música – especialmente o violão –  intuitivo e fácil para o estudante, Marco Bertaglia criou e coloca à disposição no seu site diversos Cursos Online, Livros e Métodos, CDs, DVDs, E-books, Partituras e Playbacks.

Marco acredita que essas opções de estudo são muito importantes para melhorar o ensino musical no Brasil, especialmente do violão, e que nossa música brasileira autêntica só tem a ganhar com esses materiais!

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