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Instrumento de Luthier x Instrumento de Fábrica

Oficina de luthier Os instrumentos feitos por um luthier são melhores do que os instrumentos feitos em fábrica? Esse é um questionamento muito recorrente entre músicos, estudantes e aficionados em música.

É uma pergunta simples, porém com uma resposta complexa. Instrumentos feitos por luthiers são muito diferentes de instrumentos feitos em uma fábrica. Eles são construídos de maneiras diferentes, com propósitos diferentes e para mercados diferentes.

Enquanto as fábricas fazem instrumentos musicais para agradar o mercado em geral, os luthiers constroem instrumentos que atendem e agradam as necessidades específicas dos músicos.

Mas alguns podem indagar: O que é um instrumento musical feito à mão? Esse questionamento existe, pois, afinal todos os luthiers também usam máquinas e ferramentas elétricas para a construção de seus instrumentos musicais.

Então, após muito debate, decidiu-se que a melhor resposta tinha a ver com a liberdade de uso das ferramentas usadas para fazer o instrumento musical.

Sendo assim, os instrumentos musicais poderiam ser considerados “feitos à mão” se a ferramenta elétrica pudesse ser usada com um grau de liberdade ditada por 2 fatores decisivos: (1) pelas necessidades do trabalho, e (2) pela vontade do construtor. O que não acontece em uma fábrica, onde toda construção está pré-estabelecida ou programada.

Outra conclusão que conta também, é que instrumentos feitos numa fábrica são produzidos em massa, e os feitos à mão não são assim.

Embora isso possa parecer óbvio, surgem uma série de implicações a partir deste fato, como por exemplo, as relações pessoais criadas entre o músico ou estudante e o luthier, a questão de personalizar o instrumento, a qualidade e acabamento, a durabilidade e ainda vários outros fatores.


O que é um luthier?

Antes de mais nada, você sabe o que é um luthier? Se você é uma pessoa que toca algum instrumento ou conhece um pouco de música, provavelmente já sabe… mas para aqueles que não sabem, um luthier, segundo a Wikipédia, é o “profissional que trabalha com a construção e manutenção de instrumentos musicais”. Um luthier constrói e também arruma instrumentos do “zero”, até ele ficar pronto pra tocar!

“Luthier é o artífice dos instrumentos musicais acústicos”. Seu trabalho consiste em ouvir o músico, entender seus anseios e necessidades, e transformá-los em um instrumento de timbre pessoal, único e preciso.

O recorte minucioso das madeiras, o verniz, a cola, e demais materiais usados junto com as habilidades técnicas e bom gosto do luthier, asseguram o toque aveludado e preciso de cada nota musical. O resultado são instrumentos de acabamento impecável e muita beleza.

A palavra “luthier” é francesa, e deriva de “luth” (alaúde). O termo “lutherie”, aportuguesado para Luthieria ou luteria, designa a arte da construção de instrumentos de cordas ou, por metonímia, o ateliê, ou uma loja desses instrumentos.

Basicamente, o trabalho de um luthier é feito em instrumentos de cordas como o violão, violino, viola, violoncelo, contrabaixo, bandolim, viola da gamba, guitarras, alaúdes ou instrumentos musicais de sopro, como gaita, acordeon e outros.

Não tenha dúvida que um luthier tem o dom de fazer com que a qualidade do instrumento musical seja muito superior a um instrumento “industrializado”. É ele quem dá vida e a alma para o instrumento. Ou em “palavras musicais”, o luthier dá timbre, afinação, harmônicos, leveza, volume de som, enfim, qualidade e tocabilidade ao instrumento musical.

Além dele construir ou reparar instrumentos musicais, você pode encomendar para o luthier fazer um instrumento exatamente do jeito que você quer. Isto é o sonho de muitos músicos!

Mas claro que encomendar um instrumento sob medida sai bem mais caro que entrar numa loja e comprar um pronto…E aí entra a questão de qualidade x preço.

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Os luthiers mais famosos de todos os tempos

Os mais famosos luthiers de todos os tempos são Antonio Stradivari (1644-1737), mais conhecido como Stradivarius, e Bartolomeu Giuseppe Guarnieri (1698-1744), ambos fabricantes italianos de violino, que fizeram instrumentos desde o século 16.

Originalmente feitos para os nobres e para aqueles com muito dinheiro disponível, Antonio Stradivari fez cerca de 1000 violinos durante seus 93 anos de vida. E parece que existem apenas cerca de 650 instrumentos dele hoje em dia…

E, com esse número reduzido de exemplares atualmente, eles invariavelmente alcançam preços absurdamente caros, principalmente os modelos que foram fabricados quando Stradivarius era mais experiente. Em 2011, num leilão público, um deles foi arrematado por um licitante, pela atordoante quantia de US$ 15.9 milhões.

Bartolomeu Giuseppe Guarneri é considerado por muitos críticos e músicos o mais fino luthier de todos os tempos. Nascido em uma família de luthiers italianos no século 17, tornou-se conhecido no mundo todo por suas habilidades e conhecimentos únicos com a arte da luteria.

Segundo consta, existem pouco mais de 200 violinos Guarneri hoje em dia. Isto significa que eles alcançam preços exorbitantes em leilões e são altamente valorizados por seus proprietários. O mais caro deles, recentemente leiloado e tocado depois por Yehudi Menuhin, Itzhak Perlman e Pinchas Zukerman, foi comprado anonimamente por US$ 16 milhões!


Conheça os melhores luthiers de violões do Brasil!


JB – João Batista

O luthier João Batista, mentor e dono da famosa marca JB, mestre na arte de fabricar instrumentos musicais, é paraibano, mas passou muito tempo em São Paulo.  Há quase 40 anos trabalha na fabricação de instrumentos musicais.

Na década de 70 veio para SP, pelo sonho de uma vida melhor. Trabalhou na fábrica de instrumentos musicais Giannini, onde deparou-se com um talento que até então desconhecia. Com muita dedicação, na capital paulistana, ele aprendeu a fazer instrumentos artesanalmente.

Posteriormente, em meados de 1980 montou sua própria empresa, a JB Montagem e Restauração de Instrumentos e passou a vender seus próprios instrumentos musicais.

Possui uma linha variada de instrumentos musicais, cujos principais modelos são: Bandolins, Cavaquinhos, Violão 6 Cordas, Violão 7 Cordas, Violões de Aço e Violas.

Todos os instrumentos da marca JB são feitos de forma artesanal, cuja construção envolve o domínio de técnicas precisas e apuradas. E são construídos com madeiras totalmente maciças, madeiras nobres, de alta durabilidade e climatizadas tecnicamente.

Suas matérias primas vêm dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Japão, Índia, entre outros. Entre as madeiras utilizadas, as preferidas são as clássicas como Jacarandá da Bahia, Abeto Europeu e Ébano Indiano, climatizados tecnicamente, e consideradas as melhores do mundo.

Violao luthier JB 2017

Violão JB 7 Cordas

A harmonia das madeiras, utilizadas nas laterais, fundo, tampo e escala, e do verniz de ótima qualidade, proporcionam o equilíbrio dos volumes graves e agudos, e também ajudam na afinação precisa de seus instrumentos. Além do que, todos os instrumentos JB possuem um acabamento e sonoridade impecável.

Em 2009, voltou à Paraíba, seu estado natal, e trouxe sua Lutheria. E continua construindo e vendendo para todo o país e exterior!

Sua mais recente criação foi o Bandolim Baixo, inédito no Brasil. O Bandolim Baixo é uma espécie de contrabaixo, porém construído de forma diferente, pois ele é para ser usado com palhetas (como bandolim, bandola e bandoloncelo).


Lineu Bravo

Lineu Bravo é descendente de família de imigrantes espanhóis, e desde cedo desenvolveu intimidade com a madeira na marcenaria do seu pai, em Sorocaba, São Paulo.

Com cerca de dez anos de idade começou a tocar cavaquinho, e aos 14 construiu seu primeiro instrumento musical, um cavaquinho de madeira compensada, para brincadeira de garoto.

Mas nas duas décadas seguintes, levou a lutheria coisa como um “hobby”, construindo diversos instrumentos, principalmente bandolins e cavaquinhos. Até que resolveu fazer um violão. E o resultado foi muito bom, deixando-o muito incentivado. E em menos de uma semana já tinha uma pessoa interessada, que comprou seu instrumento. Depois disso, tornou-se um luthier profissional.

 

violao luthier Lineu Bravo

Violão 7 Cordas do Luthier Lineu Bravo

Lineu Bravo é um luthier prático e autodidata, que consegue “entender” a vibração da madeira de forma completamente intuitiva, sendo essa a sua principal ferramenta.

Considera que ouvir boa música e conversar com músicos sobre as suas percepções acerca de um instrumento musical, é muito mais importante do que ler um livro sobre cálculos e acústica. Acredita que a mistura perfeita desses itens – construção do instrumento, músico e música, e público – são fundamentais para fazer um instrumento de qualidade.

Seus instrumentos têm ido parar nas mãos de grandes músicos como Guinga, Marcus Tardelli, Marco Pereira, João Bosco, Yamandú Costa, Chico Buarque, Ulisses Rocha, Hamilton de Holanda, Ângela Muner, Rogério Caetano, Mauricio Carrilho, Luciana Rabello, João Lyra, Mauricio Marques, Edson Lopes, Zélia Duncan, Juarez Moreira, Fernando César, Jayme Vignoli, Flávio Apro, são alguns deles.


Shigemitsu Sugiyama

Sugiyama é a marca dos violões construídos pelo luthier japonês Shigemitsu Sugiyama, da província de Shizuoka, Japão, que se mudou para o Brasil em 1973, e fixou residência na cidade de São Paulo.

Sugiyama trabalhou na fábrica Giannini de violões, em São Paulo, e em 1974 começou a produzir seus próprios instrumentos musicais. Viajou muitas vezes para o Rio de Janeiro para visitar o violonista Turibio Santos, que ajudou o luthier a atingir uma boa qualidade sonora no produto final.

No final dos anos 70 Sugiyama já era um luthier profissional. Vendia instrumentos para artistas como Toquinho, João Bosco, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Turíbio Santos, entre outros.

O luthier muito meticuloso, tem em sua oficina, pilhas de madeiras de regiões frias (cedro do Oregon e pinho alemão) e quentes (jacarandá, mogno, ébano, pau-rosa indiano e pau-brasil), estocadas de dez a doze anos, num ambiente de estufa, entre 35° e 40°C.

Em um só instrumento musical, Sugiyama usa até quatro tipos de madeira – escolhidas pelas sutis diferenças de som que produzem. O seu segredo é combinar “anos de treino com muita sensibilidade”.

Violão luthier Sugiyama

Violão Sugiyama 2013

Sugiyama foi o primeiro luthier a usar o pau-brasil na construção de um violão. Em momentos de maior procura, Sugiyama chegou a produzir seis violões por ano.

Como todo artista, o luthier também tem sua vaidade. Ele costuma ser convidado para os shows em que seus violões estão sobre o palco. Os aplausos que recebem seus clientes (músicos), soam aos ouvidos de Sugiyama como um reconhecimento de seu brilhantismo.


Raimundo Saraiva

Raimundo Saraiva é luthier há mais de vinte anos e tem uma oficina no Jardim britânia, São Paulo, onde faz também manutenção de violões, cavaquinhos, violas e bandolins. 

Saraiva sempre teve um sonho na gaveta: começar uma produção própria de violões e colocá-los à venda, mas postergava por ter bastante serviço mesmo realizando apenas consertos de instrumentos.

 

Marco Bertaglia Violao luthier Saraiva

Marco Bertaglia com Violão 7 Cordas Saraiva, com cravelha de banjo

Quando a crise começou a apertar seriamente, Saraiva soube tornar as dificuldades oportunidades: ele decidiu sair da mesmice e arriscar para dar vida ao sonho de criação de uma linha própria de violões fabricada por ele, assim ele consegue alcançar os dois objetivos de responder às necessidades do bairro e consequentemente uma renda adicional nessa época de crise!


Marcio Zaganin – Tagima

Marcio Zaganin, é luthier e o atual responsável pela produção e desenvolvimento de novos produtos e controle total de qualidade da marca Tagima.

Marcio iniciou profissionalmente como luthier em 1989, trabalhando em uma pequena fábrica de instrumentos na Vila Madalena, em São Paulo. Porém desde os 12 anos já “brincava” com marcenaria.

Em 1993, montou um ateliê na sua própria casa, onde prestava serviços de regulagem, reforma e restauração de instrumentos musicais.

Durante os anos 90 seguiu construindo muitos instrumentos musicais, preocupado em aprimorar sua técnica e desenvolver para construir instrumentos profissionais de qualidade refinada.

Nos anos 2000 grandes artistas já estavam usando a marca “M. Zaganin”, como Roberto Frejat e Lulu Santos, produtores e músicos renomados como Serginho Carvalho, Alex Fornari, e muitos outros.

Em 2004 foi apresentado para Ney Nakamura, proprietário da marca Tagima. Deste encontro surgiu uma nova marca, a “N. Zaganin”, com mais recursos, tecnologia e estrutura para poder melhorar ainda mais a qualidade dos instrumentos e atender um número maior de pessoas.

Violao luthier Tagima

Violão Tagima

A N. Zaganin recebeu encomendas de grandes nomes como, Djavan, Gilberto Gil, Lenine, Chico Pinheiro, Pedro Luiz, Champignom, Sydnei Carvalho, Thiago Espírito Santo. 

Em 2006 assumiu o desenvolvimento de produtos e coordenação de produção de todos os instrumentos da marca Tagima. Também criou alguns novos modelos, como os modelos Infinity Custom, Millenium, Fusion, Modena e toda linha Tagima Premium.

Atualmente, Marcio trabalha em novos lançamentos para a N.Zaganin e Tagima, sempre preocupado em oferecer instrumentos musicais com muita qualidade de acabamento, sonoridade, afinação e tocabilidade.

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Pedro Santos

Incentivado pela arte de trabalhar com madeira e tocar viola, Pedro Santos decidiu fabricar seu primeiro instrumento musical por volta do ano de 1990.

No começo teve muitas dificuldades, pois não havia informação disponível, e só depois de muita mão de obra e desperdício de madeira conseguiu montar sua primeira viola. Chegou a fazer alguns violões, mas descobriu que essa arte exigia muito mais conhecimento do que imaginava, e por conta disso parou com o trabalho por alguns anos.

Depois conheceu o livro: “Toque – Curso completo de violão e guitarra”, da Rio Gráfica, edição de 1982, onde encontrou muitas informações sobre a construção de violões, e se animou novamente.

Começou então a recolher madeiras, e reiniciou o trabalho, sempre pesquisando tudo sobre a feitura do instrumento, até que conseguiu bons resultados. Desta forma, a repercussão do seu trabalho foi crescendo localmente entre amigos, músicos regionais, até alcançar veículos de comunicação maiores.

violao luthier Pedro Santos

Violão do Luthier Pedro Santos

Atualmente tem construído violões de 6 e 7 cordas, cavaquinhos, Bandolins e violas caipira, e também de violões de aço, de 6 e 12 cordas.

O Som das Cordas de um Instrumento Musical é sua paixão em comum com os músicos e sua missão como luthier, é elaborar instrumentos únicos que respondam à sua exata expressão musical.  


Sérgio Abreu

Sérgio Rebello Abreu nasceu no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1948.  Foi violonista durante sua juventude,  e estudou com seu avô Antonio Rebello e seu pai Osmar Abreu. Depois seguiu seus estudos, a partir de 196, com a violonista Monina Távora

Em 1968, Sérgio iniciou sua carreira internacional na Inglaterra ao lado de seu irmão Eduardo Abreu, formando o Duo Abreu, de violões. A atuação do grupo se estendeu à Europa, Austrália e Estados Unidos, com turnês anuais.

Eduardo abandonou o violão profissionalmente em 1975 e Sérgio prosseguiu uma carreira solo até 1981, ano de seu último concerto.

Por volta de 1982, Sérgio Abreu desenvolveu seu interesse pela construção de violões e hoje é considerado um dos grandes luthiers brasileiros. Seus instrumentos são construídos com base no modelo do fabricante alemão Hermann Hauser, do qual Sérgio Abreu possui um exemplar de 1930.

Desde 1978 já havia começado a construir violões, que aprendera de maneira informal com os luthiers David Rubio e Paul Fischer. Também trabalhou entre 1980 e 1987 na empresa de violões Giannini, onde ajudou a produzir alguns dos melhores violões semi-artesanais do Brasil, o Giannini Modelo Abreu, também conhecido como C7.

violao luthier Sergio Abreu 1987

Violão Sergio Abreu

Saindo dessa empresa, Sérgio passou a construir violões de maneira autônoma, em sua oficina em Copacabana, tendo como modelo os instrumentos de Hermann Hauser. Dois luthiers que o ajudaram na arte da construção, foram o americano Thomas Humphrey e o inglês George Lowe.

Atualmente, Sérgio Abreu está construindo entre 12 e 15 instrumentos por ano, e curiosamente, jamais chegou a dar um recital em um violão construído por ele mesmo.

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